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Um dos procedimentos mais realizados para se obter o ejuvenescimento principalmente da face.

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A pele recheada

Nas clínicas dermatológicas e de cirurgia plástica, a família dos preenchedores de rugas e vincos acaba de crescer com a chegada do ácido poli-l-láctico, que, além de encher o sulco, estimula a produção de colágeno.

Em alguns países da Europa ele já é usado desde 1999, mas foi só em abril deste ano que o ácido poli-l-láctico, também conhecido como PLLA, recebeu o aval da Agência Nacional de Vigilância Sanitária para aterrissar no Brasil. A substância é indicada para atenuar rugas e corrigir depressões cutâneas, especialmente na região entre a bochecha e o queixo. “Ela também apresenta ótimos resultados quando aplicada nas mãos e no colo”, opina o cirurgião plástico Rodrigo Gimenez, da Pontifícia Universidade Católica de Campinas, no interior paulista.

A vantagem do ácido poli-l-láctico é que ele não apenas ocupa o vão deixado pela perda de gordura ou pela flacidez. “A sua presença estimula a produção de colágeno. É isso que o diferencia dos outros preenchedores temporários”, explica o dermatologista Sérgio Talarico Filho, coordenador da Unidade de Cosmiatria da Universidade Federal de São Paulo, que falou sobre isso em sua palestra no último Congresso Brasileiro de Dermatologia, realizado em Brasília no início de setembro.

O PLLA deve ser injetado no consultório médico (sempre!), depois da aplicação de um creme anestésico. Em média, duas ou três sessões, com um intervalo de 30 dias entre elas, já são o suficiente para devolver o contorno e o volume ao rosto. Depois da injeção, o especialista deve fazer uma massagem no local tratado para que o ácido seja distribuído uniformemente – aliás, o paciente precisa repetir esses gestos, em casa, por alguns dias. O uso de compressas de gelo também é indicado para minimizar o inchaço. A região pode ficar avermelhada e apresentar hematomas, sintomas provocados por praticamente todas as substancias preenchedoras. “Mas todas essas alterações no tecido devem desaparecer entre 24 a 48 horas depois da aplicação. Aí, até mesmo a exposição ao sol já está liberada”, diz o dermatologista Nuno Osório, de São Paulo. “Exercícios físicos são permitidos no dia seguinte ao tratamento”, acrescenta.

No entanto, o PLLA não deve ser usado por pacientes alérgicos a qualquer um dos seus componentes ou que estejam com infecções ou inflamações próximas à área a ser tratada. “Ele também não é recomendado para gestantes ou portadores de doenças relacionadas ao colágeno, como o lúpus”, alerta a dermatologista Adriana Vilarinho, autora do livro Beleza à Flor da Pele, publicado pela SAÚDE! O efeito do preenchedor só dura de 18 a 24 meses. “Esse prazo é maior do que as outras substâncias com esse objetivo”, compara Nuno Osório. Depois disso o organismo encarrega-se de absorver a substância e é chegada a hora de novas aplicações.

Gordura Versus PLLA

Alguns especialistas propalam a idéia de que o implante de gordura retirada do próprio paciente promoveria o mesmo efeito do tratamento com ácido poli-l-láctico, estimulando o colágeno. Nos dois casos, o corpo não reconheceria a substância injetada, o que geraria uma inflamação que resultaria na formação de fibrina, preenchendo o sulco. Na opinião de Rodrigo Gimenez, nesse ponto a gordura não é tão eficiente. “Cerca de 60% da substância injetada é absorvida depressa pelo organismo e o efeito termina muito irregular”, critica. Já a dermatologista Adriana Vilarinho acha que os dois procedimentos oferecem resultados parecidos. “A gordura, assim como o ácido poli-l-láctico, melhora a textura e o brilho da pele”, diz, baseando-se em sua meticulosa observação clínica.


Fonte: Revista SAÚDE!, outubro de 2005

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